Penso, imagino, me calo, nem falo tudo aquilo que eu penso de ti, de nós. O que sinto é junção de tudo aquilo que tenho medo. Um medo incalculável, um medo surreal. Medo de me apegar – além do que já estou – medo de ter de precisar de você, medo de um dia sofrer por ter cometido o deslize de me encantar. Mas, antes de tudo, é um medo sadio, um medo que, de certo modo, me faz bem, me faz livre, me torna o que sempre fui.
( Luíse Matheus )
